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Pela
ordem, a imigração alemã vinda para o Brasil foi a seguinte:
1) 1818 - Nova Friburgo, RJ: colonos suíços do cantão Friburgo, da Suíça alemã
na área que denominaram Nova Friburgo, no reinado de D. João VI.
2) 1818 - Ilhéus, BA: 165 famílias alemãs, em Ilhéus, Capitania da Bahia,
para cultivar fumo, cacau e cereais.
3) 1819 - São Jorge, BA, cerca de 200 famílias alemãs,
instaladas no norte da Capitania da Bahia.
4) Colonos da Fazenda Mandioca, ou seja, 40 famílias alemãs que
foram contratadas para trabalhar na Fazenda Mandioca, tendo sido os
primeiros colonos "braços livres" a trabalhar numa
fazenda, no Brasil.
5) Contratados do major Schaeffer: mercenários trazidos da
Alemanha, para formar o "Corpo de Tropas Estrangeiras", no
Exército Brasileiro, imediatamente após a proclamação da
Independência, através do médico Anton Von Schaeffer, chegado no
Brasil em 1821 e nomeado major da Guarda Imperial, pelo imperador D.
Pedro I. Formaram dois batalhões de caçadores e dois de
granadeiros. Os contratados, dois tenentes engenheiros, que foram
incorporados ao Exército Brasileiro, por não haver uma unidade de
engenharia no Corpo de Tropas Estrangeiras: os tenentes Halfeld e
Koeler, que foram, respectivamente, fundadores de Juiz de Fora e de
Petrópolis.
6) Colonos evangélicos (264 colonos trazidos pelo mesmo major
Schaeffer, que iriam para o Sul do Brasil, mas foram instalados
perto do morro de Queimados, na Serra do Mar).
7) 1824 - São Leopoldo, RS: a segunda expedição de colonos
trazida pelo major Schaeffer, em 1824, mandados para o Rio Grande do
Sul, tendo sido instalados onde hoje são as cidades de São
Leopoldo, Novo Hamburgo e outras. Nessa região aconteceu a estúpida
batalha, cujo relato ganhou o nome de Os Muckers.
8)) 1824 - Três Forquilhas, RS: terceira expedição de colonos
enviados pelo major Schaeffer, que fundaram a colônia de Três
Forquilhas, também no Rio Grande do Sul.
9) 1825 - Torres, RS: provavelmente a última leva que o major
Schaeffer trouxe para o Brasil.
10) 1829 - Santo Amaro, SP: alojados na cidade do mesmo
nome, no Estado de São Paulo. Esses, na verdade, foram alojados no
meio da selva, naquele momento, por exigência dos fazendeiros
escravocratas, que não os queriam próximo dos escravos.
11) 1829: Colonos Itapecerica, alojados onde hoje se situa a
cidade do mesmo nome, pelos mesmos motivos acima.
12) 1829: Colonos São Pedro de Alcântara. Eram parte de uma
expedição destinada ao Rio Grande do Sul, e fundaram a Colônia São
Pedro de Alcântara, em Santa Catarina. Mais tarde, em 1846, para
ela foram mandados 300 colonos que estavam no Rio de Janeiro,
abandonados.
13) 1829 - Itajaí Grande, SC: segunda expedição chegada em
Santa Catarina, também parte de uma expedição mandada ao Rio
Grande do Sul, que foi alojada na foz do Rio Itajaí, onde foi
fundada a cidade com esse nome.
14) 1835 - Itajaí Pequeno, SC: a terceira a desembarcar em
Santa Catarina, tendo se alojado na margem do rio Itajaí Pequeno.
15) 1837: Colonos Justini: 283 colonos, que se revoltaram pelas
condições de viagem no veleiro francês "Justini", que
se destinava a Sydney, Austrália, e desembarcaram no Rio de
Janeiro, tendo sido alojados no Caminho das Cabras, na serra da
Estrela, em Petrópolis.
16) 1839: Companhia de Operários, ou seja, 196 artífices e suas
famílias, destinados ao Recife, para remodelar a cidade.
17) 1839: Batalhão de Polícia do Pará, ou seja, 800 soldados
mercenários contratados para enfrentar os revoltosos da Cabanada;
vitoriosos, transformaram-se no 1o Batalhão de Polícia do Pará.
18) 1845: Colonos Petrópolis, ou seja, 1.818 colonos alemães
que se estabeleceram na fazenda Córrego Seco, de propriedade de D.
Pedro II.
19) 1847: Colonos Santa Isabel, no Espírito Santo, alojados em
condições tão terríveis, que inspiraram a Graça Aranha seu
romance Canaã.
20) 1847: 80 famílias contratadas pelo Senador Vergueiro, em São
Paulo, para trabalhar em sua fazenda, em regime de meação.
21) 1848: Colonos Macaé (os sobreviventes de 600 famílias
importadas pelo governo da província do Rio de Janeiro, abandonadas
em Niterói, que foram alojados em Macaé).
22) 1848: Colonos Valão dos Veados (outra parte desses mesmos
sobreviventes de 22, que foram alojados na localidade de Valão dos
Veados
23) 1848: Colonos Leopoldina: mais colonos que chegaram no
interior de Santa Catarina, onde fundaram a Colônia Leopoldina.
24) 1849: Colonos Santa Cruz: contratados pelo governo imperial,
fundaram a colônia Santa Cruz, no interior do então São Pedro do
Rio Grande do Sul
25) 1850: Colonos Blumenau (Colônia São Paulo de Blumenau,
fundada por Hermann Bruno Otto Blumenau)
26) 1851: Colonos Dona Francisca (em terras pertencentes a irmã
do imperador, Dona Francisca, esta contratou a Sociedade
Colonizadora Hamburguesa para colonizar a área, na divisa do Paraná
com Santa Catarina. Das diversas cidades que resultaram desse
empreendimento, a mais importante foi Joinville).
27) 1851: Tropa Mercenária (tropa de 1.800 homens, com 80
oficiais, que se compunha de um batalhão de infantaria com seis
companhias, um grupo de artilharia com quatro baterias e duas
companhias de sapadores, contratada do norte da Alemanha pelo
governo imperial para combater Manoel Rosas, sob o comando do então
Conde de Caxias, que se fixaram no Rio Grande do Sul, Paraná e
Santa Catarina, após terminada a missão).
28) 1852: Colonos de fazendas (na Fazenda Santa Rosa, do Barão
de Baependi, 132 colonos; para a Fazenda Independência, de Nicolau
A. N. da Gama, vieram 172. A Fazenda Santa Justa, de Brás Carneiro
Belens, ficou com 155 colonos. Destinaram 143 para a Fazenda Coroas,
de M.N. Valença. Para a fazenda Martim de Sá, de João Cardoso de
Meneses, 67). Em 1861, na inauguração da estrada de rodagem União
Indústria, todos eles vieram para Juiz de fora.
29) 1855: Colonos Rio Novo (quando chegaram à província do Espírito
Santo, foram alojados nas selvas do Rio Novo, onde muitos foram
trucidados pelos índios ou pelas feras.
30) 1856: Colonos Santa Leopoldina (compostos por colonos alemães
e suíços, no Espírito Santo) - resultaram nas colônias de
Jequitibá, Santa Maria, Campinho, Califórnia, Santa Joana, Santa
Cruz e 25 de Julho.
31) 1856: Colonos Mucuri (contratados por Teófilo Ottoni,
chegaram em Nova Filadélfia, no Vale do Mucuri, os primeiros
colonos alemães para Minas Gerais). Maria Procópio havia trazido,
em 1856, cerca de 250 alemães, especialistas em pontes de ferro,
mecânica, carpintaria, ferraria, construção; em 1858, trouxe mais
508 mulheres e 636 homens, incluindo crianças e bebês. Desses últimos,
641 eram católicos e 503, luteranos.
32) 1857: Colônia Santo Ângelo, chegaram em 01 Novembro 1857 as
primeiras famílias, a maioria prussiana, que se estabeleceram na
região do hoje município de Agudo, RS.
33) Colonos de D. Pedro II: diz respeito a Mariano Procópio e à história
de Juiz de Fora. O primeiro embarque aconteceu na barca Teel, que
saiu da Alemanha em 21 de abril de 1858, com 232 colonos (116 homens
e 116 mulheres; do total, 145 protestantes e 87 católicos ) para a
Companhia União e Indústria, tendo chegado ao Rio em 24 de maio. O
segundo aconteceu em 25 de junho de 1858, também no Rio, com a
barca Rhein: 182 colonos de ambos os sexos. O terceiro desembarque
no Rio ocorreu em 25 de julho de 1858, trazendo 285 colonos na barca
Gundela. O quarto, em 29 de julho de 1858, trouxe 249 imigrantes,
pela barca Gessner. O quinto e último foi pela barca Osnabrück,
que chegou em 3 de agosto de 1858, com 215 colonos.
Fontes:
1) Luiz José Stehling, JUIZ DE
FORA, A COMPANHIA UNIÃO E INDÚSTRIA E OS ALEMÃES, 1979, edição da
Prefeitura de Juiz de Fora, FUNALFA.
2) Paulino de Oliveira,
HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA, 2a. edição, 1966 (creio que seja edição do autor,
porque só consta a gráfica: Gráfica Comércio e Indústria Ltda., Juiz de
Fora).
3) Jair Lessa, JUIZ DE FORA E
SEUS PIONEIROS (DO CAMINHO NOVO À PROCLAMAÇÃO) - Ed. UFJF e FUNALFA,
1985.
4) Oswaldo R. Cabral, HISTÓRIA
DE SANTA CATARINA, 2a. edição, UFSC, 1970).
Outros Links
Colônias
Alemãs no Brasil - Toni Jochem
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